domingo, 2 de outubro de 2011

Cavalos brancos e cavernas.



Ele amava seu ego, seu orgulho. Não eu.
Sua compulsão doentia de ser aceito e querido pela sociedade.
Rodeado por pessoas populares, se sentia sempre atrás em vários quesitos.
Como compensar? Fácil, elogios e mais elogios. Joguinhos de sedução para inflar os egos alheios e assim inflar o seu. Se afirmar. Receitinha essa estampada em rótulos de farinha, daqueles bem vagabundos.



Só jogo. Me pegou desprevenida, me pegou desarmada.
Me tinha como um amuleto, talvez um troféu.
Fui uma vitória depois de tantos jogos de conquista mal sucedidos.
Eu vi. Eu vi...



Mas agora eu to forte.

Mentira!

Meu coração está mais fraco e cansado do que nunca.
Porém minha mente está afiada,
pronta pra me guiar pra fora dessa caverna,
proteger minha alma, minha dignidade.



Lá fora é tão escuro quanto aqui dentro.
Ainda tenho esperanças.
Não podem existir apenas lobos nesse mundo.
Cadê meu cavalo branco?
Foi devorado pelos lobos?
Não, deve estar lá fora, esperando eu sair dessa caverna.



Será que eu quero encontrar tal cavalo? Não sei.
Mas eu quero viver, quero viver feliz, rodeada de verdades e de gente sincera.
Chega de hipocrisia ao meu redor! Chega!



O Sol tá brilhando lá fora.
Vou sair daqui. Esse lugar é escuro e frio,
não pertenço a ele, não mais.



2 comentários:

disse...

Nati, gostei muuuuito e me identifiquei! Continua escrevendo, pra ficar sempre melhor!
Beijo!

Tiago Poletto disse...

Bah... bem bacana Nati... não para enquanto a vontade ta borbulhando... coração e cérebro funcionam como par de dança, quanto mais praticarem juntos, mais perfeitos ficam os passos... abrção...

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